VSR: vírus conhecido por causar bronquiolite em bebês também preocupa quem tem mais de 60 anos

A incorporação da Pneumo 20 ao SUS amplia a proteção contra doenças graves e evidencia a importância de conhecer as diferenças entre os calendários vacinais da rede pública e da rede privada para manter a imunização infantil em dia.

Especialista explica que o VSR pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, e reforça a importância de manter a vacinação contra doenças respiratórias em dia, mesmo após o inverno.

Quando se fala em Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a maioria das pessoas pensa imediatamente nos bebês. Afinal, ele é um dos principais responsáveis pelos casos de bronquiolite na infância. O que pouca gente sabe é que esse mesmo vírus também representa uma importante ameaça para a saúde dos idosos. Nessa faixa etária, o VSR pode provocar pneumonia, insuficiência respiratória e levar à internação.

Segundo a médica, Dra. Ana Eliza Garcia, Diretora Técnica da AMIVI, empresa especializada em vacinação domiciliar, o envelhecimento natural do sistema imunológico faz com que o organismo tenha mais dificuldade para combater infecções respiratórias.

“Existe uma falsa percepção de que o VSR é um problema exclusivo das crianças. Na realidade, ele também pode provocar formas graves da infecção em idosos, principalmente naqueles que convivem com doenças cardiovasculares, pulmonares, diabetes, doença renal, imunossupressão ou outras condições que reduzem a capacidade de resposta do organismo”, afirma a médica

A especialista explica que muitos pacientes chegam ao atendimento acreditando estar apenas com um resfriado, quando a infecção já está comprometendo os pulmões.

Os primeiros sintomas podem enganar

Assim como outros vírus respiratórios, o VSR é transmitido pelas secreções eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio também acontece pelo contato direto com pessoas infectadas ou ao tocar superfícies contaminadas e, em seguida, levar as mãos aos olhos, nariz ou boca.

Segundo a Dra. Ana Eliza, essa facilidade de transmissão faz com que o vírus circule rapidamente entre familiares e em ambientes coletivos. 

“É comum que uma criança apresente sintomas respiratórios leves e transmita o vírus para os avós ou outros familiares mais idosos. Enquanto a criança costuma se recuperar rapidamente, o idoso pode desenvolver complicações importantes”, alerta a especialista. Para reduzir esse risco, a vacinação é uma importante estratégia de prevenção, especialmente para os grupos mais vulneráveis. Ela deve ser associada a cuidados como higienizar frequentemente as mãos, manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.”

As vacinas atuam de forma complementar

A médica lembra que não existe uma única vacina capaz de prevenir todas as infecções respiratórias graves. “A prevenção é construída por diferentes estratégias. Hoje contamos com vacinas que protegem contra a influenza, o pneumococo e o VSR. Cada uma atua contra um agente diferente, mas todas têm um objetivo em comum: reduzir o risco de complicações, internações e mortes, especialmente entre os idosos.”

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina VSR é recomendada para pessoas entre 60 a 69 anos que apresentem fatores de risco para a evolução da infecção, conforme avaliação médica. Também é indicada para idosos a partir dos 70 anos, independentemente da presença de comorbidades. O esquema é de dose única e pode ser realizado em qualquer época do ano.

O inverno está acabando. Ainda vale vacinar?

Com a aproximação do fim do inverno, muitas pessoas acreditam que perderam o momento ideal para se proteger. Segundo a Diretora Técnica da AMIVI, essa percepção não corresponde à realidade. “O VSR não desaparece quando o inverno termina. A circulação dos vírus respiratórios pode continuar por várias semanas e varia de acordo com a região do país. Quem ainda não atualizou a vacinação continua tendo a oportunidade de reduzir o risco de complicações. A própria Sociedade Brasileira de Imunizações destaca que surtos de VSR podem ocorrer fora do inverno, especialmente em regiões tropicais como o Brasil.”

Mais sobre a Amivi

A Amivi é especializada em vacinação domiciliar, oferecendo um modelo de atendimento que combina tecnologia, segurança e cuidado individualizado para facilitar o acesso à imunização. Com atuação em 17 municípios da região de Campinas, a empresa disponibiliza um portfólio de vacinas voltado à ampliação da adesão vacinal, especialmente entre pessoas mais vulneráveis e famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento ou falta de tempo. Com esse foco, a Amivi atua na ampliação do acesso à vacinação e na promoção de uma experiência de cuidado contínuo, integrada e centrada no paciente. Acesse www.amivi.com.br 

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